Onde comprar?
Uma vez escolhido o modelo, foi preciso determinar onde comprá-lo. No stand da Citroën, certo? Sim – e não. Tal como já tinha acontecido com alguns carros que comprei anteriormente, escolher o veículo adequado às nossas necessidades é apenas uma parte do problema. Encontrar o concessionário certo pode ser bem mais complicado.
Um sítio bom para começar – no caso da Citroën mas também de muitas outras marcas – é pela Internet. O site da Citroën é muito funcional e possui informações abundantes sobre todos os modelos, incluindo preços, características técnicas, catálogos, acessórios, etc.
Um configurador permite escolher o modelo e versão pretendido com todos os extras e acessórios e, no final, obter uma página formatada com o preço que podemos imprimir e que nos irá servir de referência quando formos ao stand.
Por outro lado, podemos também comprar mesmo via Internet, existindo até descontos e promoções específicos para a encomenda através deste método. Outra vantagem: o configurador dá-nos acesso directo a um simulador de financiamento da marca, o que é óptimo para ficarmos com uma ideia de quanto irá custar a máquina.
No meu caso, recorri à Internet como ponto de partida e, depois, fui a stands perto de mim (e a outros não tão perto) para saber o que podia conseguir em termos de preços e condições na prática.
Desde já, um aviso: consoante a marca e modelo, pode haver milhares de euros de diferença entre os preços indicados de stand para stand. Isto tem a ver não apenas com políticas comerciais mas também com coisas como o facto de o veículo que pretendemos está ou não em stock (se estiver, o desconto pode ser maior).
Como tinha também um carro (outro Citroën, um C1 a gasolina) para dar como retoma, o valor que lhe seria atribuído foi também fundamental para se chegar ao valor final. Neste caso, é importante considerar o pacote valor de retoma+descontos. Há stands que podem dar mais desconto mas que vão buscar a diferença a um fraco valor de retoma – e vice-versa. Tem de ter tudo em consideração.
Também ajuda ter valores dados por escrito num stand para regatear o valor noutro. Só se um stand não puder mesmo é que não irá cobrir o valor avançado por outro.
Contudo, não exagere no acto de regatear. Chega a um ponto que tem de saber onde parar de esticar a corda, ser razoável e aceitar o valor proposto pelo vendedor. Porquê? Porque caso contrário ele também não terá boa-vontade para lhe resolver problemas que possam surgir.
Exemplo: ao encomendar o carro, esqueci-me de especificar os interiores (os de série não eram os que eu queria e havia a possibilidade de optar por outro sem custo). Quando dei por isso, a encomenda já estava colocada no sistema da Citroën. Não era possível alterar… Mas por intervenção do vendedor, resolveu-se o problema: a encomenda foi cancelada e colocada outra com os parâmetros certos.
Bem, depois de alguns episódios divertido pelo meio – como perguntarem-me num stand “para que é que quer o ESP?” e eu ter de responder de volta “se lhe pedisse jantes de liga leve, não me perguntava para que é que eu as queria, pois não…?”; ou tentarem cobrar-me mais no stand do que o valor de referência obtido via Internet – resolvi comprar o meu novo carro na Odicar, um concessionário Citroën na Póvoa de Santo Adrião (perguntem pelo Sr. Hélder, que é um tipo formidável e foi quem me vendeu o carro).
Decidido qual o carro e onde o comprar, era preciso saber… como pagá-lo…, o que ficará para a terceira parte desta saga.


