Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Citroën Berlingo Combi: o carro perfeito? – 2.ª parte

Onde comprar?

Berlingo_netUma vez escolhido o modelo, foi preciso determinar onde comprá-lo. No stand da Citroën, certo? Sim – e não. Tal como já tinha acontecido com alguns carros que comprei anteriormente, escolher o veículo adequado às nossas necessidades é apenas uma parte do problema. Encontrar o concessionário certo pode ser bem mais complicado.

Um sítio bom para começar – no caso da Citroën mas também de muitas outras marcas – é pela Internet. O site da Citroën é muito funcional e possui informações abundantes sobre todos os modelos, incluindo preços, características técnicas, catálogos, acessórios, etc.

Um configurador permite escolher o modelo e versão pretendido com todos os extras e acessórios e, no final, obter uma página formatada com o preço que podemos imprimir e que nos irá servir de referência quando formos ao stand.

Por outro lado, podemos também comprar mesmo via Internet, existindo até descontos e promoções específicos para a encomenda através deste método. Outra vantagem: o configurador dá-nos acesso directo a um simulador de financiamento da marca, o que é óptimo para ficarmos com uma ideia de quanto irá custar a máquina.

No meu caso, recorri à Internet como ponto de partida e, depois, fui a stands perto de mim (e a outros não tão perto) para saber o que podia conseguir em termos de preços e condições na prática.

Desde já, um aviso: consoante a marca e modelo, pode haver milhares de euros de diferença entre os preços indicados de stand para stand. Isto tem a ver não apenas com políticas comerciais mas também com coisas como o facto de o veículo que pretendemos está ou não em stock (se estiver, o desconto pode ser maior).

Como tinha também um carro (outro Citroën, um C1 a gasolina) para dar como retoma, o valor que lhe seria atribuído foi também fundamental para se chegar ao valor final. Neste caso, é importante considerar o pacote valor de retoma+descontos. Há stands que podem dar mais desconto mas que vão buscar a diferença a um fraco valor de retoma – e vice-versa. Tem de ter tudo em consideração.

Também ajuda ter valores dados por escrito num stand para regatear o valor noutro. Só se um stand não puder mesmo é que não irá cobrir o valor avançado por outro.

Contudo, não exagere no acto de regatear. Chega a um ponto que tem de saber onde parar de esticar a corda, ser razoável e aceitar o valor proposto pelo vendedor. Porquê? Porque caso contrário ele também não terá boa-vontade para lhe resolver problemas que possam surgir.

Exemplo: ao encomendar o carro, esqueci-me de especificar os interiores (os de série não eram os que eu queria e havia a possibilidade de optar por outro sem custo). Quando dei por isso, a encomenda já estava colocada no sistema da Citroën. Não era possível alterar… Mas por intervenção do vendedor, resolveu-se o problema: a encomenda foi cancelada e colocada outra com os parâmetros certos.

Bem, depois de alguns episódios divertido pelo meio – como perguntarem-me num stand “para que é que quer o ESP?” e eu ter de responder de volta “se lhe pedisse jantes de liga leve, não me perguntava para que é que eu as queria, pois não…?”; ou tentarem cobrar-me mais no stand do que o valor de referência obtido via Internet – resolvi comprar o meu novo carro na Odicar, um concessionário Citroën na Póvoa de Santo Adrião (perguntem pelo Sr. Hélder, que é um tipo formidável e foi quem me vendeu o carro).

Decidido qual o carro e onde o comprar, era preciso saber… como pagá-lo…, o que ficará para a terceira parte desta saga.

Citroën Berlingo Combi: o carro perfeito? – 1.ª parte

O que escolher?

Berlingo preto

Em Abril passado, tive necessidade de trocar o meu carro de família, um Renault Grande Scenic (7 lugares, motor 1.5 dCI de 100 CV), por um veículo que respeitasse algumas características, cumulativamente, mas não necessariamente por esta ordem: baixas emissões de CO2, diesel com filtro de partículas, espaço abundante para cinco adultos, espaço abundante para bagagem, sistemas de segurança que incluíssem ESP e airbags laterais e de cortina, um preço até 25.000 euros.

O carro que tive antes do Scenic foi um Citroën Xsara Picasso de primeira geração (motor 1.6 a gasolina) que deixou algumas saudades, especialmente pelo espaço interior. É que, apesar da flexibilidade dos sete lugares do Renault, cada um dos cinco lugares do Picasso tem o mesmo tamanho e o espaço interior é fantástico, quer longitudinalmente (espaço para as pernas dos passageiros) quer lateralmente.

Ora o Scenic tem o problema de o lugar do passageiro do meio ser mais estreito do que os outros. Sendo este o lugar mais seguro de todo o carro é, por isso, tendencialmente usado para o passageiro mais novo (tenho uma filha com cinco anos). E os passageiros mais novos normalmente precisam de assunto elevatório. E estes assentos ocupam o espaço de… um adulto!

Depois de alguma pesquisa, a minha mulher descobriu o que denominou, na altura, ser “o carro perfeito” – para a nossa família, claro: o novo Citroën Berlingo Combi (a.k.a. Berlingo Multispace).

Enquanto a antiga versão de passageiros do Berlingo era baseada num velho chassis do ZX, o novo modelo está construído sobre uma moderna plataforma C4, modelo que também cede os seus motores.

No fundo, este Citroën Berlingo Combi é (quase) como se fosse um C4 Picasso de 5 lugares, mas com uma carroçaria (muito) diferente.

À versão 1.6HDi 110CV FAP Exclusive faltavam apenas duas funcionalidades que se encontravam na lista de extras: ESP e airbags de cortina. Um bónus interessante foi o facto de a cor escolhida (preto Onyx) não ter acréscimo de custo neste modelo, o que não acontece noutros da gama Citroën, em que a mesma cor, mesmo não sendo metalizada, custa tanto como se fosse.

Na segunda parte desta saga, veremos como e onde comprar.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Importa-se de repetir?

Estava há pouco a entrar na Av. Padre Cruz, proveniente do Eixo Norte-Sul, em Lisboa, quando dei de caras com o novo cartaz do PSD (podia ser de qualquer partido à esquerda do PS, mas era do PSD):

22062009155

A ideia geral é “Obras, nem vê-las” numa aparente referência ao facto de que, alegadamente, o actual Governo nada tem feito em termos de obras públicas.

Como este é um blog sobre automóveis, e embora eu seja livre de dizer nele o que quer que seja, vou-me abster de comentar o paradoxo evidente do slogan provir da mesma força política que tem criticado o programa de obras públicas do actual Governo (em que ficamos: querem mais obras? Ou acham que não foram feitas obras suficientes…?).

Aqui, a ironia é outra – e graficamente demonstrável: é que o cartaz está a cerca de 50 metros (!) do enorme viaduto do Eixo Norte-Sul sobre a avenida Padre Cruz, que constitui a parte final do último troço de uma obra que começou há décadas e que parecia que ninguém estava interessado em concluir.

Só faltava mesmo colocar cartaz semelhante junto ao último troço da CRIL, prestes a ser concluído, e que é outra Obra de Santa Ingrácia que o actual governo resolveu igualmente terminar…

Mortes na estrada diminuíram quase metade

Segundo a Lusa, citada pelo Expresso online,

Portugal reduziu em 47% o número de mortes na estrada entre 2001 e 2008, colocando-se a três pontos percentuais do "objectivo ambicioso" da União Europeia de diminuir esses valores para metade até 2010.

A observação consta do 3º. relatório PIN (Performance Índex) de segurança rodoviária, a divulgar segunda-feira [hoje], em Bruxelas.

Portugal, Luxemburgo e França são tidos como os países com uma segurança rodoviária média, mas que melhor progrediram para atingir a meta. Assim, o relatório prevê que Portugal atinja o objectivo traçado em 2010, enquanto os outros dois países já o deverão conseguir durante 2009.

Edit: Estive à espera algum tempo para ver se lia alguma reacção do ACP, sempre pronto a “defender” os automobilistas. Pelos vistos vou ter de esperar sentado, pois o ACP deve andar demasiado “ocupado” a interpor providências cautelares para se preocupar com algum tão comezinho como é o facto de morrerem menos pessoas nas estradas portuguesas.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

E não se pode apresentar uma providência cautelar contra o ACP?

phpThumb_generated_thumbnailjpgEsta notícia só tem uma vantagem: fazer-me sentir o quanto eu estava certo por ter deixado, desde há anos, de dar dinheiro ao ACP, desistindo da minha condição de sócio.

Claro que o ACP não está “preocupado” com a legalidade ou não das obras do Terreiro do Paço. Está apenas preocupado com o facto de a Av. da Ribeira das Naus passar a ter menos vias para os pópós circularem…

Edit: Afinal as coisas parecem não ser bem assim…

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Zero to 60 in full sunlight: o Sol como fonte de energia

Michigan Solar Car

The University of Michigan's solar car team has unveiled the machine it will be racing in the World Solar Challenge. Ars talks to the team's strategy director to learn about solar car racing and to look at where the technology is headed.

A história está no Art Technica.

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

5 estrelas para carros pequenos

A última ronda de crash tests do EuroNCAP inclui vários carros pequenos (Honda Jazz, Hyundai i10, KIA Soul e Suzuki Alto) e destes, a esmagadora maioria – a infeliz excepção é o Suzuki Alto – arrecadou uma classificação de 5 estrelas.

É uma tendência que tem acelerado desde há dois anos e que prova que um carro pequeno não tem forçosamente de ser inseguro.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Caixa negra para automóveis

Se os aviões têm uma “caixa negra” (que por acaso é cor-de-laranja), porque não usar a mesma ideia para os automóveis?

Terá sido este o ponto de partida para a empresa portuguesa Gisgeo criar a Smarty Cam, que é capaz de gravar o período imediatamente anterior e seguinte a uma travagem brusca ou acidente.

Por apenas 350 euros, parece uma boa ideia e nem sequer é muito cara.

Via Gadget Magazine.