sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Os melhores e os piores de 2009


A organização europeia Euro NCAP divulgou uma lista dos cinco carros mais seguros testados em 2009 - ou seja, veículos que não só obtiveram uma classificação de cinco estrelas mas também um número máximo de pontos.
No topo da lista dos carros mais seguros de 2009 surge o Volkswagen Golf VI (valor de 97% para protecção de adultos e 84% de protecção de crianças), seguido pelos híbridos Honda Insight e Toyota Prius. Num excelente quarto lugar, um veículo sul-coreano: o Hyundai i20. E em empatados no quinto lugar vêm ainda o Volvo XC60 e o Opel Astra.

O Euro NCAP divulgou também os piores resultados do ano, que foram atribuídos a dois veículos japoneses, o Suzuki Alto e o Toyota Urban Cruiser, cada um com apenas 3 estrelas.

Uma tabela completa com os resultados de 2009 pode ser obtida aqui.

segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Citroën Berlingo com 7 lugares

berlin7lugares

A boa notícia é que a Citroën já está a comercializar uma opção de 7 lugares para o Berlingo Multispace com o mesmo tamanho da versão normal de cinco lugares.

A má notícia é que se trata de uma opção de fábrica (ou seja, pelo menos em princípio não se pode adaptar a veículos já comprados com 5 lugares) e que ainda não está disponível em Portugal. Mas podemos vê-la aqui, no site francês da marca.

domingo, 24 de Janeiro de 2010

Publicidade enganosa

É tão comum que nos habituámos a achar normal – mas não é. Quantas vezes olhamos para um outdoor ou para um anúncio numa revista e vemos retratado um carro ao lado de um preço que, simplesmente, nada tem a ver com o veículo em questão?
Explico melhor. Pego no DN de hoje e tropeço no anúncio do novo Punto Evo (podia ser outro carro qualquer, calhou ser este). Analisemos o que nos diz anúncio:

Punto Evo
Toda a tecnologia e inovação dos motores Diesel Multijet a partir de €14.990* ou €149,90/mês.**

E o que nos dizem os asteriscos? Que os equipamentos apresentados não são de série em todas as versões comercializadas. Equipamentos de série que são apresentados da seguinte forma: “7 airbags. Instalado”…
Bem, ou está instalado, ou não… Pelo vistos, no carro que custa € 14.990 e que não se percebe muito qual será – mas que certamente não é o da imagem – não está.
Não me consigo lembrar de nenhum anúncio a automóveis em Portugal que não seja assim. O preço é sempre o da versão mais básica possível, que por vezes nem sequer existe efectivamente para entrega e que ninguém compra, e a imagem e descrição de equipamento é sempre do veículo mais artilhado possível.
Na verdade, neste caso, a versão mais barata com motores Multijet à venda em Portugal, de acordo com o site da Fiat custa… mais de 17.000 euros.
Isto não é exclusivo da Fiat, infelizmente. Todos o fazem e tem um nome. Chama-se aldrabice. Porque é que é uma aldrabice legal é que já me passa ao lado.

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Como circular em rotundas

revista_01

Qual a forma correcta de circular numa rotunda? Resposta: com muito cuidado! A verdade é que de todas as regras de circulação na via pública, a referente à circulação em rotundas é a mais confusa e, por vezes, até contraditória. A revista do ACP de Setembro passado dedica a capa ao tema, e inclui excelentes dicas.

domingo, 17 de Janeiro de 2010

O estranho caso dos carros com olhos azuis


Os portugueses têm uma estranha relação com os seus carros. Uma delas é o facto de ignorarem equipamentos de segurança em detrimento de acessórios de estética - a menos que os equipamentos de segurança... sejam visíveis do exterior.

Um exemplo prático: quantas pessoas optam por dar mais 500 euros (o número é apenas exemplificativo) para equiparem o seu carro com ESP e airbagas adicionais em vez de darem o mesmo dinheiro por... 4 vistosas jantes de liga leve? Muito poucas, estou certo.
E é assim relativamente a quase tudo o que tenha a ver com segurança. Não sou psicólogo, mas não me parece que seja preciso ter formação específica para entender a lógica por detrás disto. Por um lado, ABS (felizmente, agora obrigatório), ESP e aírbags não se vêm (logo, o seu valor de show off é limitado ou nulo); por outro lado, o típico português parte sempre do princípio de que não precisa de equipamentos de segurança porque os seus dotes de condução são excepcionais. Como se sabe, em Portugal só uma estranha categoria de pessoas tem acidentes: chama-se "os outros"...
O curioso é que esta regra dos equipamentos de segurança serem ignorados é completamente subvertida quando esses mesmos equipamentos são visíveis de exterior. Lembram-se quando a terceira luz de stop, colocada em posição elevada, se tornou obrigatória? Ele era um corropio às lojas de acessórios para adquirir estas luzes, que muitas vezes acabavam (mal) colocadas em posições ridículas e perfeitamente desadequadas.
Se recuarmos há décadas atrás podemos identificar outros momentos semelhantes, por exemplo quando se tornaram obrigatórios os encostos de cabeça para os lugares da frente - uma sub-indústria de encostos de cabeça para bancos que não os possuiam de origem surgiu de imediato, para saciar o interesse do pessoal.
A lógica por detrás disto, penso eu, é dupla: é um acessório de segurança é visível do exterior; e o facto de se ter um acessório, num carro já velho, que é agora obrigatório para os carros novos, dá ao seu proprietário a sensação subconsciente de que o seu carro é também "novo". Certo... Querem outro exemplo? Já se esqueceram das "matrículas europeias"?
Vem tudo isto a propósito da recente moda (outros diriam "praga") de equipar os carros (velhos e/ou de gamas baixas) com faróis de xenon ou, não o sendo, faróis de cor azulada - quantas vezes com características técnicas fora dos parâmetros correctos e que encandeiam quem circula em sentido contrário.
Quando este tipo de faróis surgiu pela primeira vez, sabiamos sempre que, quando os vissemos à noite, nos iríamos cruzar com um automóvel topo-de-gama.
Provavelmente, essa foi a razão de tão grande - e previsível - popularidade deste tipo de faróis. "Posso não ter um carro topo-de-gama", raciocina o proprietário do chasso, "mas pelo menos tenho faróis que sugerem o contrário".
Perante estes ensinamentos sociológicos, os fabricantes só têm de arranjar uma forma de tornarem visível para o exterior as melhorias realmente relevantes em termos de segurança, como airbags de cortina e sistemas de controlo de estabilidade. A partir do momento em que issso aconteça, os portugueses irão finalmente considerar que o investimento vale a pena.

domingo, 6 de Dezembro de 2009

Carros eléctricos isentos de impostos de circulação e veículos

Os compradores de veículos eléctricos em Portugal vão ficar isentos de Imposto Único de Circulação e Imposto sobre Veículos. Esta decisão surge na sequência da aprovação do decreto sobre Regime de Mobilidade Eléctrica, em Conselho de Ministros.
Notícia completa aqui.

sábado, 5 de Setembro de 2009

5 razões para não comprar um híbrido
(e outras 5 para comprar)

gal_lg17 OK, OK, podem dizer que tenho dor de cotovelo. Mas não é verdade. Quanto mais quilómetros faço no meu Berlingo, mais acho que fiz o que devia.

Híbridos? São uma boa ideia – mas seriam ainda melhor ideia se o motor de combustão interna fosse Diesel, algo em que o grupo PSA está a trabalhar.

Enquanto os carros 100% eléctricos não chegam, os veículos híbridos são uma boa alternativa em termos ambientais. Mas não são necessariamente a panaceia para todos os males dos veículos motorizados.

Eis 5 razões para não comprar um híbrido e outras 5 para o fazer.

Note-se que, nestas “razões”, as questões relacionadas com custos têm a ver com a realidade norte-americana, onde a gasolina é mais barata do que o gasóleo e, na maioria dos casos, não há impostos que tornem os veículos “esverdeados” mais baratos.