domingo, 6 de Dezembro de 2009

Carros eléctricos isentos de impostos de circulação e veículos

Os compradores de veículos eléctricos em Portugal vão ficar isentos de Imposto Único de Circulação e Imposto sobre Veículos. Esta decisão surge na sequência da aprovação do decreto sobre Regime de Mobilidade Eléctrica, em Conselho de Ministros.
Notícia completa aqui.

sábado, 5 de Setembro de 2009

5 razões para não comprar um híbrido
(e outras 5 para comprar)

gal_lg17 OK, OK, podem dizer que tenho dor de cotovelo. Mas não é verdade. Quanto mais quilómetros faço no meu Berlingo, mais acho que fiz o que devia.

Híbridos? São uma boa ideia – mas seriam ainda melhor ideia se o motor de combustão interna fosse Diesel, algo em que o grupo PSA está a trabalhar.

Enquanto os carros 100% eléctricos não chegam, os veículos híbridos são uma boa alternativa em termos ambientais. Mas não são necessariamente a panaceia para todos os males dos veículos motorizados.

Eis 5 razões para não comprar um híbrido e outras 5 para o fazer.

Note-se que, nestas “razões”, as questões relacionadas com custos têm a ver com a realidade norte-americana, onde a gasolina é mais barata do que o gasóleo e, na maioria dos casos, não há impostos que tornem os veículos “esverdeados” mais baratos.

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Segurança de topo em 8 novos modelos

euroncap

Os resultados de um novo grupo de automóveis testado pelo EuroNCAP vem demonstrar o quando a indústria tem evoluído em termos de segurança activa e passiva, com sete dos oito veículos a apresentarem resultados de 5 estrelas.

O único veículo a não conseguir 5 estrelas foi o novo Citroën C3, e mesmo assim apenas devido às novas regras deste organismo europeu, relativamente ao número de versões deste modelo equipadas de série com controlo de estabilidade (ESP/ESC).

Os resultados completos podem ser vistos aqui.

quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Carros eléctricos: apoio do Governo é só para os primeiros 5.000 veículos

O Governo aprovou hoje, quinta-feira, o Programa para a Mobilidade Eléctrica. Entre as medidas que levarão à sua implementação, está prevista a criação de um subsídio para a aquisição de automóveis eléctricos por particulares. O valor de cinco mil euros será atribuído apenas aos "primeiros cinco mil veículos" (…) e poderá atingir os seis mil e quinhentos euros no caso de existir simultaneamente abate de automóvel de combustão interna.

Notícia completa aqui.

domingo, 2 de Agosto de 2009

Nissan apresenta LEAF, o seu carro 100% eléctrico

2899103511922356x236 A Nissan apresentou finalmente ontem o LEAF (à letra, Folha), o seu carro familiar compacto 100% eléctrico, projecto do qual faz parte a fábrica de baterias que Portugal recentemente ganhou.

Segundo a revista britânica Autocar, o automóvel começará a ser vendido nos EUA e no Japão já em 2010 mas chegará à Europa apenas em 2012.

A mesma revista sugere que um novo SUV compacto e um mini da Nissan poderão também surgir brevemente em versões de propulsão 100% eléctrica.

Há uma excelente galeria de imagens, aqui.

Citroën Berlingo Combi: o carro perfeito? – última parte

Bem, chegou a hora da verdade: como é conduzir o Berlingo Multispace?

Confesso que estava um pouco apreensivo, pois este foi dos poucos carros que, nos últimos 20 anos, comprei sem conduzir primeiro. A razão é apenas uma: nenhum stand da Citroën tinha um igual para eu experimentar. Os que tinham, não era com o motor que eu queria (1.6 HDi de 110 CV), o que torna o teste de um carro parecido, mas com motor diferente, num exercício de futilidade contra-producente.

Imagine: vai conduzir ao lado com o vendedor do stand; não está a gostar do carro (puxa pouco, é anémico...) e ele diz-lhe: "ah, mas não se preocupe, porque com o outro motor é muito melhor". O que vai fazer? Ficar com a impressão negativa sabendo que o motor é o mesmo, ou dar o benefício da dúvida? Para isso, o melhor é nem sequer o experimentar.

Como tenho sobretudo uma perspectiva prática dos carros, não me preocupei muito e decidi arriscar. E achei que não podia ser pior do que o motor de DCi 1.5 de 100 CV do meu anterior Renault Scenic, que definitivamente deixava algo a desejar no capítulo da cavalaria

Na verdade, não tinha de me preocupar: o motor é excelente para este carro, mostrando oferecer uma boa relação peso-potência. O carro conduz-se muito bem em cidade e, em estrada (outra das minhas preocupações) não demonstra nem um ruído de funcionamento elevado nem muito barulhos aerodinâmicos - o que seria até de perdoar dado o formato da carroçaria.
 
Em cidade, o aspecto prático é evidente: a brecagem é muito boa e, no momento de estacionar, nota-se que o carro é mais curto do que parece. Contudo, a visibilidade para a frente, especialmente em cidade, é por vezes afectada negativamente pela grande espessura do pilar “A”, algo que é menos relevante em estrada.

O carro adorna muito menos em curva do que a altura relativamente elevada poderia deixar antever, com um comportamento bastante neutro – nada subvirador, como é usual nos carros de tracção à frente.
 
No momento de travar, também nada a apontar que não seja positivo: travões eficazes e ABS que só entra em acção mesmo quando é preciso para evitar o bloqueio das rodas.
 
O ESP (desligável até 30 Km/h) só entra em funcionamento mesmo nos limites de perda de aderência e o controlo automático de ponto de embraiagem, a que já me referi anteriormente, que só está disponível para modelos com ESP, funciona de forma muito prática e intuitiva.
 
Os bancos oferecem um excelente apoio lombar e o volante ajustável em altura e profundidade permite encontrar rapidamente a posição de condução ideal. Para os restantes passageiros, o veredicto é também positivo, como todos os membros da família a salientarem os aspectos relativos ao espaço disponível e conforto quando em andamento.

Há apenas um aspecto menos positivo no comportamento dinâmico do Berlingo Multispace, que é a sensibilidade ao vento lateral, bastante aparente em auto-estrada a mais de 90 Km/h. É um efeito secundário do formato da carroçaria e, embora não tenha muita influência na forma como controlamos o veículo, não deixa de ser algo que se faz sentir de forma bastante evidente.

Finalmente, há outro factor que considero menos positivo no carro: o consumo. A Citroën indica valores de 6,8 l/100 Km em cidade e 4,9 l/100 Km em estrada, ou seja, um valor para condução mista de 5,6 l/1000 Km.

Ora eu que no Renault Scenic cheguei a conseguir fazer 3,9 l/100 Km em auto-estrada garanto que tal é absolutamente impossível com o Berlingo. Em média, o consumo do Citroën é cerca de 1 litro superior ao do Scénic. Em estrada dificilmente consigo menos de 5,5 l/100 Km e, em cidade, fico-me pelos 6,3 a 6,5 l/100 Km. OK, não é muito, é certo (e é gasóleo), mas é um pouco mais do que estava habituado.

O resultado prático disto? Peso no bolso menos do que se pensa – mas ainda pesa. Por cada mil quilómetros (ou seja, por cada mês de utilização) são mais 10 litros de combustível que, a preços correntes, representam cerca de 10 euros. Ora 10 euros por mês são 120 euros por ano. Ao fim de 5 anos, são 600 euros…

Agora que tenho o carro há mais de 5.000 Km (entretanto, desde que comecei a escrever esta review ao carro, já tenho mais de 6.000 Km), voltaria a comprá-lo, sabendo o que sei agora?

Sim. Na verdade, compraria até com menos ansiedade e menos dúvidas, pois o carro cumpriu em absoluto com as minhas mais exigentes expectativas. Só mesmo o consumo destoa neste quadro de perfeição.

Chamar ao Berling Multispace “O carro perfeito” pode parecer, aos olhos de muitos entusiastas de automóveis, um exagero inaceitável. Mas os carros são assim: são todos diferentes porque os seus proprietários são também diferentes.

A verdade é que não consigo encontrar no mercado nenhum outro que me ofereça o que pretendo em termos de preço, espaço, conforto e aspectos práticos de utilização. É perfeito? Para mim, é.

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Citroën Berlingo Combi: o carro perfeito? – 4.ª parte

O Berlingo Combi 5000 Km depois – 1




Depois da minha saga na selecção, compra e financiamento do meu novo carro, um Citroën Berlingo Combi (a.k.a. Multispace), chegou a hora de contar como é viver com este carro, agora que já fiz com ele mais de 5000 quilómetros, em percursos de cidade, estrada e auto-estrada, sozinho e carregado com família e bagagens.
A impressão que tive quando vi este carro pela primeira vez, no final de 2008, não só se mantém como se reforçou com a sua utilização prática.
O carro é muito confortável, super-versátil e tem espaço a rodos para passageiros e bagagens. A posição de condução tipo monovolume é mais elevada do que numa berlina normal e favorece uma condução segura e defensiva.
Mas vamos por partes (as fotos não são do meu carro!):
Exterior
SH58ZBT
Adora-se ou detesta-se. Mas também podemos pensar como o Fernando Pessoa sobre a Coca-Cola: Primeiro estranha-se, depois entranha-se…
Não comprei o carro por causa da estética, mas confesso que gosto dele. Tem um ar robusto e prático. O capot mostra o mesmo ar de família dos Citroën mais recentes. As portas laterais dão-lhe um aspecto original.
Para quem gosta (não é o meu caso), há jantes de liga leve bonitas, mas são um extra em qualquer versão, mesmo na Exclusive. O valor da Citroën para a jantes de liga leve de 16’’ é de cerca de 320 euros. A opção de sensor de pressão de ar dos pneus custa mais 150 euros e só funciona com esta jantes.
Nesta versão, as barras longitudinais de alumínio no tejadilho são de série e contribuem positivamente para a estética geral.
Interiores
Interior
Os interiores do novo Berlingo ficam a milhas do modelo anterior. Poderá argumentar-se que também ficam a milhas dos acabamentos oferecidos por algumas berlinas – a começar pelo próprio C4 ou C4 Picasso da Citroën – mas isso seria ignorar que este carro não esconde o que é: uma máquina para oferecer versatilidade acima de tudo.
Na versão Exclusive que comprei, há pele onde interessa (volante e alavanca da caixa de velocidades) e plásticos de razoável qualidade, com a vantagem de não ser tudo preto como muitas vezes acontece.
Não sei se foi por ter escolhido acabamento em Tecido Sokoban vermelho Tampa (uma opção sem custo) que condiz fantasticamente com a pintura exterior preta. Mas a verdade é que os interiores me parecem correctos em termos de “toque”, estética e qualidade geral.
Ainda lá dentro, espaço é o que menos falta. Não só todos os bancos são grandes e do mesmo tamanho (à frente e atrás), como o carro está cheio de caixas, tampas e alçapões para colocar tralha.
130608-k-citTirando partido da grande altura da carroçaria, o carro vem até com uma interessante solução para transporte de objectos de grandes dimensões, como pranchas de surf ou remos.
Na bagageira, as coisas continuam de forma positiva, com imenso espaço para bagagem e possibilidade de abertura apenas do vidro para colocar pequenos objectos sobre a (enorme) chapeleira. Um toque muito… Citroën é Lâmpada nómadaa luz de iluminação da bagageira que é na verdade uma lanterna amovível (“lâmpada nómada”, chama-lhe a Citroën) com bateria recarregável integrada e que está sempre pronta a usar numa emergência. Simpático e útil.
O painel de instrumentos é bastante completo, com computador de bordo multi-funcional, limitador de velocidade e cruise control, comandos do rádio no volante, etc. Escondido dentro do porta-luvas, nova surpresa: entradas RCA estéreo para ligação de um leitor de MP3!
A alavanca de velocidades está integrada no painel de instrumentos e não no piso, algo a que já me tinha habituado nos meus carros anteriores e que acho muito cómodo. Uma enorme caixa com tampa corrediça ocupa o espaço entre os dois bancos da frente mas pode ser removida facilmente, para facilitar a passagem para os bancos de trás mesmo com o carro em andamento (quem tem crianças pequenas sabe o quanto isto é importante).
As portas traseiras de correr, um dos principais atributos positivos desta carroçaria, são muito fácil de abrir e fechar quer de fora, quer de dentro. Além disso, integram (nesta versão) cortinas pára-sol. Um ponto de negativo: estas portas não possuem vidros de correr mas apenas de entreabrir. O terceiro vidro traseiro é fixo (era também de entreabrir na versão anterior do Berlingo Combi).
Equipamento
Relativamente ao equipamento de série da versão Exclusive, só comprei dois extras: ESP (controlo de estabilidade/tracção) e airbags de cortina para os passageiros de trás.
A opção ESP disponibiliza uma funcionalidade interessante de que evita o recurso ao ponto de embraiagem quando paramos numa subida. Ao contrário do que sucedia no meu Renault Scenic, esta funcionalidade é automática, não sendo necessário tocar no travão de mão.
O ar condicionado é manual mas funciona bastante bem e o computador de bordo, que já referi, é bastante completo, permitindo manter um bom controlo sobre autonomia e consumos, quer médios, quer em tempo real.
A versão Exclusive tem bancos traseiros individuais, amovíveis e rebatíveis autonomamente, mas trata-se de uma opção noutras versões. Estes bancos são semelhantes aos dianteiros, com apoio lombar e bastante largos. E podem até ser inclinados para trás, algo que a forma da chapeleira já prevê.
O carro tem também outras mariquices comuns nos tempos que correm, como sensores de chuva e de luz, por exemplo, bem como piscas com “modo auto-estrada” – um toque e acendem três vezes, extinguindo-se automaticamente.
O rádio com leitor de CDs tem comandos no volante e reproduz ficheiros MP3 e WMA em discos CD-R/RW. Como já disse atrás, é possível usar uma entrada de áudio no porta-luvas para suportar qualquer leitor portátil.
Tudo isto é muito bonito… Resta saber como é o carro na estrada. Que será o tema para o último post desta série.